É oficial: estamos obcecados por saúde. Mas, ironicamente, de um jeito que deixou de ser saudável.

O que antes era uma busca genuína por bem-estar se transformou em um looping infinito de rotinas exaustivas — daquelas que só de assistir já cansa. Entre banhos gelados, máscaras infravermelhas, cafés "turbinados" que aceleram mais do que deveriam, e aplicativos que monitoram desde o sono até os níveis hormonais, parece que vivemos um episódio de Black Mirror.

Cuidar da saúde é essencial, mas a obsessão pelo autocuidado virou mais uma fonte de ansiedade do que de equilíbrio. Quem nunca se pegou questionando a razão de trocar um bom café coado por um “super café” porque alguém jurou que um pó cheio de ingredientes impronunciáveis é a chave para uma energia infinita?

O consumo desenfreado em busca do "último lançamento" para uma vida mais saudável já virou parte da nossa rotina. E não me leve a mal — eu também sou super influenciada a comprar uma gominha que jura acabar com a minha ansiedade. Mas, no fim das contas, será que estamos realmente nos cuidando ou apenas alimentando uma nova forma de exaustão?

O questionamento aqui é infinito, mas se eu pudesse dar um pitaco, seria: criem uma rotina saudável que seja viável e possível de manter sem neura. Eu, como uma boa ansiosa de plantão, já perdi a conta de quantas vezes me peguei questionando meus hábitos de saúde e me comparando com pessoas que parecem ter dias que duram literalmente 48 horas.

O bem-estar já foi um conceito simples. Hoje, virou uma indústria bilionária que dita regras sobre como devemos dormir, comer, nos exercitar e até relaxar. O que antes era um momento de prazer e conexão pessoal agora se parece mais com um checklist interminável de tarefas para cumprir.

E ainda levantando um questionamento maior: o bem-estar virou um privilégio. Ter tempo e dinheiro para usufruir desses gadgets e métodos para uma vida mais saudável ainda é algo inacessível para muitos. Ainda assim, somos constantemente bombardeados com a ideia de que, se não estamos no controle absoluto do nosso corpo e da nossa mente, estamos falhando.

O curioso é que essa obsessão pelo bem-estar se veste de suavidade. O cansaço da cultura da produtividade deu espaço a uma nova exigência: a de sermos equilibrados, leves e impecáveis no autocuidado. Mas será que há realmente uma diferença? No fim, continuamos tentando corresponder a um ideal inalcançável, sempre correndo atrás da última tendência, e sentindo que poderíamos fazer mais.

Até porque o verdadeiro bem-estar talvez resida na liberdade de desconectar, de deixar de medir cada experiência e de aceitar que nem todo momento precisa ser otimizado. Porque, no fundo, o equilíbrio não se encontra em métricas e gráficos — mas na arte de simplesmente viver :).

Moda, Nostalgia e a preguiça da nova geração. Como as revistas perderam espaço para posts breves e efêmeros.

Por Solange Souza / @mesacompleta

As revistas foram morrendo aos poucos, em um fenômeno mundial. Altos custos na produção, anunciantes migrando para outras mídias diante da preferência pela informação mais rápida, estão entre os fatores que contribuíram para essa decadência.

Houve tempos em que eu voltava das viagens ao exterior com algumas revistas na mala, como uma forma de acompanhar as tendências, o estilo e a própria cultura de diferentes países. Tinha coleções (e ainda guardo algumas) de títulos como Vanity Fair, Living da Martha Stewart, Donna Hay, Elle à Table, Sale & Pepe, entre outros tantos.

Trabalhei com revista impressa por mais de 20 anos, sendo 15 deles na Editora Três. O anúncio recente da falência dessa editora me deixou bastante triste e não poderia ser diferente. Com minha equipe e o incentivo do falecido fundador da editora, Domingo Alzugaray, criamos em 1998 a Água na Boca, revista focada em receitas, que depois mudou de nome para Menu, com uma linha editorial mais gastronômica.

Depois, editei a Gourmet life e a Robb Report Gourmet, títulos de duas empresas diferentes. Com estas revistas, pude explorar e manifestar como nunca o meu lado visual. Acredito que fotos bem feitas, diagramação caprichada e cuidado gráfico são tão importantes quanto um bom conteúdo.

Com o fim dessas publicações, criei o site Mesa Completa (https://www.mesacompleta.com.br), onde compartilho receitas que preparo em casa, dicas de viagens, de restaurantes e de vinhos. O site ficou adormecido desde junho de 2024, mas decidi voltar à ativa este ano, porque acho uma delícia registrar todas as minhas experiências. Eu mesma consulto o Mesa Completa bastante para me lembrar de alguma receita, e acabo enviando links para quem me solicita alguma sugestão de viagem ou de restaurante.

Sempre vou sentir falta de produzir revista impressa. Algumas ainda resistem bravamente, como as de moda e beleza, mas em tempos em que parar para ler parece tão difícil quanto meditar, “segurar” o leitor com um texto mais longo se tornou um desafio.

A esperança é que uma onda de nostalgia possa ajudar na recuperação das revistas, como o que aconteceu com o vinil e com os livros. Mesmo com a facilidade da leitura digital, o prazer de abrir uma revista ou um livro ainda é grande para muitas pessoas.

Um guia pelos bairros de São Paulo: versão comidinhas e lojinhas fofas

Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, é um dos bairros mais vibrantes da cidade, reunindo cultura, gastronomia e vida noturna em um só lugar. O passeio pode começar no Instituto Tomie Ohtake, ícone da arquitetura e da arte, seguido de um almoço no italiano Più, na charmosa Rua Ferreira de Araújo. À tarde, vale visitar a Escadaria das Bailarinas, obra colorida de Eduardo Kobra, e encerrar o dia admirando o pôr do sol na famosa Praça do Pôr-do-Sol. Para quem quiser prolongar a noite, a Rua Vupabussu oferece bares animados e drinks imperdíveis.

Jardins, com sua combinação de alta gastronomia, bares sofisticados, teatros e cinemas, é um dos endereços mais elegantes de São Paulo. O dia pode começar no Museu da Casa Brasileira, dedicado à arquitetura e ao design, que também recebe feiras e exposições artísticas. Depois, vale almoçar no Shopping Iguatemi, que reúne restaurantes renomados, como o Le Jazz, e lojas irresistíveis. Para encerrar o passeio, a icônica Rua Oscar Freire é parada obrigatória, com suas vitrines de grife, cafés charmosos e a clássica Bacio di Latte para adoçar o fim do dia.

Higienópolis é um dos bairros mais agradáveis e charmosos de São Paulo, combinando ruas arborizadas, arquitetura clássica e contemporânea e uma atmosfera tranquila com ótimas opções culturais e gastronômicas. O passeio pode começar no Shopping Pátio Higienópolis, conhecido por suas lojas sofisticadas e pela maior Zara do Brasil, além do café aconchegante Le Pain Quotidien. Depois, vale visitar o Museu de Arte Brasileira da FAAP, que une arte e história em um ambiente inspirador, e encerrar o dia no Teatro UOL, que sempre traz peças envolventes em um espaço acolhedor.

Bela Vista é um dos bairros mais vibrantes de São Paulo, onde casarões históricos se misturam a uma cena cultural moderna e cheia de energia. O passeio ideal começa na icônica Avenida Paulista, com sua arquitetura marcante e vida urbana intensa, seguida por uma visita ao MASP, que abriga algumas das coleções de arte mais importantes do país. Na hora do almoço, a Japan House é parada obrigatória, unindo gastronomia e cultura japonesa em um só espaço. Para encerrar o dia, o luxuoso Rosewood São Paulo, na Cidade Matarazzo, oferece o cenário perfeito para um jantar, um drink ou simplesmente um momento de contemplação em meio a jardins e design sofisticado.

Esse foi o nosso guia por SP :). Depois queremos saber qual é o seu bairro favorito e dicas dele para com partilharmos na próxima news!

Editor's Note

@carolstauch

Oi, Carol Stauch aqui! Por aqui compartilho minha curadoria de moda, lifestyle, beleza e outras notícias que, na minha opinião, valem ser compartilhadas. Ah, e não faço isso sozinha: o time do Never Leave Naked é formado por pessoas incríveis que, assim como eu, respiram criatividade. Meu objetivo é filtrar o que realmente importa para você não perder tempo em buscas intermináveis até descobrir o que está acontecendo por aí. Assine a newsletter e receba nossas publicações toda quinta, às 9h. See you soon!

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