O peso da comparação e a leveza de ser você
Por Mariane Imazu
Você já percebeu como é fácil se perder no mar das comparações? A gente abre o instagram e lá está: alguém viajando, alguém ganhando uma promoção, alguém comprando um apartamento, alguém casando. E aí bate aquele pensamento “será que eu tô atrasada?” É aquele velho ditado: “a grama do vizinho sempre parece mais verde.” Mas, na real, será que estamos olhando para a grama inteira ou só para um pedacinho bem iluminado e editado?
A verdade é que redes sociais funcionam como um grande marketing pessoal. A maioria das pessoas escolhe a dedo o que compartilhar, mostrando apenas recortes minúsculos e, quase sempre, os melhores momentos. E aí, sem perceber, a gente começa a comparar nossa vida inteira com esses pequenos recortes da vida alheia. Isso é injusto demais com você. Porque, no fim das contas, a única pessoa que tem plena consciência da sua história, das suas batalhas, dos seus bastidores, é que vive ela de fato. Então, a única comparação que realmente faz sentido é com quem você era ontem, e não com o que outra pessoa é hoje.
Talvez ontem você tenha se sentido insegura ou sobrecarregada, e hoje, mesmo que só um pouquinho, tenha conseguido ler um livro que você queria, começar um planejamento que a tempos pensava sobre e resolveu tirar do papel. Isso já é uma vitória! Pequenos avanços são gigantescos, e ninguém pode tirá-los de você.
Vivemos num mundo onde tudo parece ser uma corrida, mas a verdade é que cada jornada é única, intransferível e cheia de altos e baixos, erros e acertos. Só que nos venderam essa ideia de que a vida segue uma linha reta: terminar a escola, entrar na faculdade, conseguir um emprego dos sonhos “na sua área”, conhecer um grande amor, casar, ter filhos… Mas essa fórmula desconsidera o mais importante: você. A sua história, os desafios que enfrentou, as coisas que te transformaram ao longo do caminho. A vida não é uma linha reta, é um constante processo de descoberta. O que fazia sentido ontem pode não fazer mais hoje, e tudo bem. Você tem o direito de mudar, de se reinventar, de descobrir novos gostos, novos caminhos, novas paixões. Ou você é do time “Síndrome de Gabriela”? “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim…” Espero que não!
Cada tropeço que você deu trouxe um aprendizado. Cada curva no caminho te ajudou a se tornar a pessoa que você é hoje. Então, da próxima vez que a comparação bater, respire fundo e lembre-se: essa jornada é só sua. Não faça esse desserviço a você mesma de se medir pelo caminho dos outros. Confie na sua história, valorize suas conquistas e entenda que, a cada dia, você tem a chance de ser um pouquinho melhor, mais leve, mais forte, mais feliz.
E finalizo com um poema do qual eu gosto muito, e acredito que cabe muito no que abordamos:
“Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.”
Alberto Caeiro
Adultos também precisam de hobbies fofos para sobreviver :)
É oficial: estamos sentindo FOMO vendo todo mundo encontrar um novo hobby, menos a gente. Seja pintando um Bobbie Goods, fazendo cerâmica, bordando ou montando um scrapbook, parece que todo mundo está buscando uma forma de ficar mais offline.
Estar offline virou um luxo – e, ironicamente, um dos tópicos abordados da internet. E por mais que fazer absolutamente NADA já seja uma delícia, às vezes bate aquela vontade de se perder em algo leve, só para desconectar de verdade.
E se você, assim como a gente, ainda não encontrou o hobby perfeito, aqui vai uma ajudinha. Selecionamos alguns dos nossos favoritos que estamos amando e que podem ser exatamente o que você procura:
Bobbie Goods

Simplesmente GENIAL! Juro, quando esse livrinho de colorir com ilustrações vintage começou a viralizar, a gente surtou. É fofo, leve e perfeito para quem só quer curtir sem se estressar porque o desenho não saiu perfeito. Nota 10/10!
Cerâmica

Graças a Deus já temos uma infinidade de lugares que você pode criar suas cerâmicas do zero ou até mesmo só pintar um potinho fofo e depois levar para casa. Aqui a gente indica o Desligue a Mente (D.A.M).
Carol Stauch aqui: Já fui umas 3 vezes nesse cantinho (D.A.M) e todas foram perfeitas!!! É super relaxante, tem uns lanchinhos deliciosos e todo mundo que trabalha no ateliê é um amor. Eles te ensinam, dão dicas, são super atenciosos e, de quebra, você ainda leva pra casa uma cerâmica fofíssima! Super recomendo!
Bordado

Esse já exige um pinguinho de prática, mas calma, a internet tá cheia de tutoriais sobre o assunto (sim, a gente sabe que falamos para ficar offline, mas é só para aprender rapidinho e depois bola pra frente). Você pode começar bordando uma camiseta ou um bastidor pequenininho. Mas não desiste! Quando você ver o resultado final, vai perceber que valeu a pena <3
Uma dica 2 é ir a algum ateliê de bordado e fazer um curso real oficial. Tem vários em SP, mas eu (Carol) recomendo o Ateliê Natalia Rios. Fiz curso de bordado lá por dois anos e criei uma coisa mais linda que a outra! A Natalia trabalha com uma técnica francesa usada na alta-costura – muito cool!
Scrapbook ou Diário

Seja para documentar uma viagem ou simplesmente o seu dia a dia, uma ideia perfeita para relazar é fazer um scrapbook. Os mais legais são aqueles com uma estética dos anos 2000, repletos de colagens e personalidade. Um hobby super fácil e que você pode guardar para sempre :)
Conta pra gente qual é o seu hobby do momento e se tem algum que deixamos de falar por aqui. O que a gente quer testar para ontem é o Bobbie Goods – FOFÍSSIMO!!!
Hoje vim falar sobre um assunto que é muito especial pra mim (imagino que pra muitos de vocês também): SHOWS DE MÚSICA!
Por Laura Visconde

Na quinta-feira passada, dia 13, fui ao show de ninguém mais, ninguém menos que Shakira! Confesso que não estava esperando muito, já que só conhecia umas três músicas dela, mas uma amiga me ofereceu um ingresso de graça para irmos juntas, então pensei: “Ah, um show da Shakira é um must, pelo menos uma vez na vida. Deve ser legal.” E não deu outra! A diva entregou um show sem igual, com muita energia latina, dança e músicas sensacionais.O único ponto negativo foi o atraso de uma hora. Chegamos no estádio do Morumbi no horário previsto para o início, mas ainda tinha uma fila gigantesca para entrar. Achamos estranho, mas seguimos. Quando finalmente começou, Shakira já se desculpou pelo atraso, explicando que foi causado por danos técnicos devido à chuva, e agradeceu pela paciência e compreensão do público. Ouvir Waka Waka ao vivo foi simplesmente mágico, mas ver todo mundo curtindo junto foi ainda melhor!
Por mais que eu não conhecesse todas as músicas, decidi aproveitar cada momento e dar a possibilidade para conhecer mais do seu repertório musical. Durante o show, ela deu diversos discursos encorajadores às mulheres. É muito bom saber que temos influências tão gigantes e verdadeiras no mundo da música, afinal, é a música que reúne todos nós por um propósito maior. Mas e aí, qual seria esse propósito?
Sempre me questionei por que sentia tanto prazer e alegria em estar em shows ou festivais, independentemente de ser um artista que eu amasse ou não. Eu olhava ao meu redor e pensava: “Por que estamos todos aqui, desconhecidos uns dos outros, mas com a sensação de sermos um só?”. Com o tempo, percebi que essa conexão ia muito além de apenas ver um artista favorito cantando suas músicas ao vivo. O sentimento de pertencimento era evidente o tempo todo. Afinal, todos estão ali com um único propósito, de pertencer.
Sempre que estou em um show e olho ao redor, vejo um mar de pessoas ali pela mesma paixão ou simplesmente para se divertir. É como se o mundo parasse para mim, como se estivesse vivendo uma utopia, onde a vida fora do estádio não existisse. É um espaço único onde sinto que o mal não tem lugar e uma espécie de transformação espiritual acontece.
As pessoas buscam experiências em tudo o que fazem, seja no consumo ou no dia a dia. E, no caso dos shows, não se trata apenas de ver seu artista favorito, mas sim de escapar da realidade, que muitas vezes é difícil de enfrentar. Ter esses momentos de pausa, de fazer algo que realmente te traga alegria, ajuda a enfrentar tempos complicados e grandes angústias. Lembrar que, para não nos deixarmos afundar nelas, é preciso sair da rotina e colecionar momentos que nos tragam de volta.
Estando ali com todo mundo ao meu redor, percebi que até é fácil esquecer que existem pessoas e momentos ruins na vida. Quando o ser humano se reúne por uma causa e felicidade maior, fica claro que o bem sempre se sobressai, seja em pequenos gestos de gentileza ou em grandes movimentos de mudança.
Editor's Note

@carolstauch
Oi, Carol Stauch aqui! Por aqui compartilho minha curadoria de moda, lifestyle, beleza e outras notícias que, na minha opinião, valem ser compartilhadas. Ah, e não faço isso sozinha: o time do Never Leave Naked é formado por pessoas incríveis que, assim como eu, respiram criatividade. Meu objetivo é filtrar o que realmente importa para você não perder tempo em buscas intermináveis até descobrir o que está acontecendo por aí. Assine a newsletter e receba nossas publicações toda quinta, às 9h. See you soon!
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